terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Espécies Exóticas – A Globalização Invasora

                Por Letícia Caires

       Considerada a segunda maior causa da perda de biodiversidade no mundo, ficando atrás somente da destruição direta de habitats, a invasão de espécies exóticas é fruto de ações diretas ou indiretas do homem desde o início das grandes colonizações. Hoje, com o advento da globalização e de tecnologias que dominam cada vez mais um número maior de ambientes, tornou-se praticamente impossível controlar o avanço destas “invasões”.
Fonte: Divulgação
O Ministério do Meio Ambiente, ao discorrer sobre o assunto, destaca a diferença entre espécies invasoras e espécies exóticas invasoras. No contexto do primeiro termo estão todas aquelas espécies que estão fora de seu ambiente natural, de distribuição endêmica. No caso das espécies exóticas, uma vez fora de seus habitats, causam prejuízos e desequilíbrio biológico por competirem diretamente com a fauna e flora nativa. Tendo em vista ainda que, ao se instalarem em um novo ambiente, estas espécies não tem predadores naturais, ocorre uma grande dispersão e, muitas vezes, o sucesso definitivo do invasor.
                      Foi o que ocorreu com o Caramujo Gigante Africano, que encontrou um ambiente favorável, ausência de predadores eficientes e ainda, a ajuda da mão humana para se dispersar. É, hoje nossos amigos contam com a eficiência dos transportes e podem inclusive viajar pelas mais diversas vias, aérea, aquática, terrestre. E assim desbravam os continentes.
Segundo a base do Global Invasive Species - ISSG , a Achatina fulica está dentre as 100 piores espécies invasoras.
Algumas espécies da lista são velhos conhecidos da população brasileira como o mosquito transmissor da malária – gênero Anopheles. Mas é de suma importância que esta mesma população tenha a consciência da responsabilidade da ação humana sobre os impactos ecológicos causados no meio ambiente. Por vezes, a simples ação curiosa de uma criança ou a expectativa de novos ganhos financeiros com uma nova criação, são suficientes para disseminar uma espécie fora de seu local de origem e iniciar um ciclo sem controle. Isso significa prejuízos econômicos e de saúde, sem contar os imensuráveis danos ambientais.
            É nesse sentido que este Blog se propõe a contribuir, informando e conscientizando o maior número de pessoas que por sua vez, também se preocupem em repassar constantemente o conhecimento a fim de evitar o maior e mais irreparável dos prejuízos: o da vida.

Leia mais em:
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx - EDIÇÃO 2234 INVASORES MORTAIS

Ao utilizar estas informações, cite a fonte!

CAIRES, Letícia. Espécies Exóticas  –  A Globalização Invasora. Disponível em: <http://conexaocaramujo.blogspot.com/2012/01/especies-exoticas-globalizacao-invasora.html>. Acesso em: (DATA)

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